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História do banho

As casas de banho percorreram um longo caminho até serem conhecidas como são hoje. Conheça um pouco de história do espaço de intimidade por excelência.

Antiguidade
Já por volta de 2500 a. C., os egípcios construíam elaboradas casas de banho dentro das pirâmides para tornar a eternidade dos faraós mais agradável. De facto, nas sociedades egípcia e chinesa os banhos e diversos cuidados com a higiene pessoal eram bastante comuns e existiam desenvolvidos sistemas de canalização. Também os gregos e romanos valorizavam a higiene, sendo os percursores do sistema hidráulico, que canalizava águas pluviais e fluviais para as termas e para as residências. Os banhos públicos eram abundantes e funcionavam como um ponto de encontro em que aconteciam reuniões que impulsionavam tanto a política como as artes e as ciências.

Idade Média
Muito apropriadamente chamada de Idade das Trevas, a Idade Média protagoniza o sepultamento dos hábitos de higiene. A igreja, enquanto poder político e cultural absoluto, abominava os banhos, apelidando-os de “orgias pecaminosas”. Assim, os antigos aquedutos e redes de esgotos vão desaparecendo, dando lugar a um período de imundice com consequências desastrosas para a Europa, pois a total ausência de higiene por parte da população foi a principal causa das constantes epidemias que assolavam o Velho Mundo.
De Edimburgo a Lisboa, passando por Paris ou Londres, funcionava o sistema do “água vai!” para avisar os transeuntes sobre as necessidades fisiológicas que eram despejadas pelas janelas. Mesmo nos castelos, as latrinas consistiam em quartos escuros com um buraco e um assento de madeira, porque se acreditava, que no claro as moscas e demais insectos se aproximavam e transmitiam doenças. Os banhos eram quase inexistentes. Nas famílias pobres, quando eles aconteciam, a água servia para banhar a família inteira numa tina. Primeiro os homens, depois os filhos e por último as mulheres.

Século XVIII
Começa-se a notar a retomada das questões de saúde pública o que se reflecte na higiene pessoal. Em 1755, Alexander Cunnings desenvolve um sifão para os vasos sanitários, reduzindo os odores e causando finalmente a substituição do penico medieval. No final do século XVIII, os arquitectos passam a incorporar as casa de banho como um cómodo dentro da casa. E no final do século XIX, os artefactos de casa de banho adquirem estética própria, sendo desenvolvidos em materiais ricos como mármore ou metal. Os sistemas de canalização começam novamente a funcionar, mesmo que de forma incipiente. Os banhos eram dados em tinas e a higiene diária ocorria por meio do famoso gomil em toucadores.

Século XX
O século XX impõe um salto enorme na qualidade de vida das sociedades. Os avanços tecnológicos, como a água canalizada e o saneamento básico, juntamente com as mudanças culturais, desenvolvem uma sociedade mais saudável e voltada para a limpeza, beleza e bem-estar. Tomar banho passa a ser uma tarefa diária e prazerosa. As descargas, os sifões e outros inventos tornam-se instrumentos obrigatórios em qualquer espaço destinado à toilette. A decoração de interiores chega à casa de banho e observa-se uma modificação estética desse espaço que, no final do século XX, se torna um espaço de descanso, de saúde e bem-estar.

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